Hoje o Uruguai, além de escolher o novo presidente, também decide sobre a manutenção da lei de caducidade, que permitiu a impunidade dos criminosos militares durante a sangrenta ditadura militar no país, que durou de 1973 até 1985.
Caso os uruguaios optem pela abolição da lei da impunidade, o futuro para os países do entorno pode ser alentador. Que o diga o Brasil, que até hoje não instituiu uma comissão da verdade nem chamou militar algum para prestar contas sobre os atos cometidos no passado.
E nem se tente argumentar que as leis de anistia servem para beneficiar os dois lados, pois os militantes pró-democracia estavam apenas exercendo o seu direito sagrado de resistência à opressão. As leis de anistia foram arquitetadas por militares e para militares. Foram um acordo entre cavalheiros para garantir que os militares pudessem deixar o poder e dormir com a tranqüilidade de que jamais teriam de prestar contas pelas atrocidades cometidas no poder.
Resta agora esperar para ver se o exemplo virá do país vizinho.
Que o Brasil finalmente crie vergonha na cara e finalmente distribua justiça para quem a espera há anos -especialmente familiares e parentes de presos, torturados e exilados políticos- é sempre tempo da verdade e os crimes contra os direitos humanos são imprescritíveis.
As futuras gerações agradecem. Todos têm o direito a que isso nunca mais aconteça.
domingo, 25 de outubro de 2009
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Um comentário:
Não sei se concordamos com esse ponto minha car, todavia, houveram crimes de ambos os lados, inúmeros policiais foram mortos, inclusive por membros do atual Governo na campanha do Araguia, acredito que erros dos dois lados foram cometidos. Guerra é guerra! Não existem santos!
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