domingo, 22 de novembro de 2009

Eu simplesmente tenho que amar a sabedoria da Regina Spektor...

"This is how it works: you´re young until you´re not. You love until you don´t. You try until you can´t. You laugh until you cry. You cry until you laugh. And everyone must breathe until their dying breath".

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Queria dividir com todos este texto do Bruno Gagliasso, lido por ele no início de seu espetáculo sobre Van Gogh: "Um certo Van Gogh".

Acho que todo mundo um dia já sentiu deslocado no mundo...

”Quem nunca se sentiu um pouco como Vincent? Não louco, mas enlouquecido. Não fracassado, mas incompreendido. Não sozinho, simplesmente inadequado. Como manter a lucidez e a determinação contra toda uma sociedade que não é capaz de te compreender? E pior, que te obriga a ser outra coisa?

Van Gogh nunca se rendeu.

Uma luta contra tudo e contra todos. A convicção mais forte do que qualquer outra coisa. A sociedade tentou enlouquecê-lo, e em alguns momentos conseguiu. Mas se nas artes os fins justificam os meios, Vincent venceu.


Van Gogh está em todos que um dia ja se sentiram inadequados. Forçados pela sociedade a fazer algo. Forçados a se transformar em algo que não são. Fernando Pessoa disse que o coração, se pensasse, pararia. E Vincent, só coração, não parou nem por um segundo. Ou talvez só no último segundo – quando pensou.


Há muitos Vincents Van Goghs espalhados pelo mundo, e é para eles que dedico este espetáculo.“

domingo, 25 de outubro de 2009

Uma esperança para o Brasil?

Hoje o Uruguai, além de escolher o novo presidente, também decide sobre a manutenção da lei de caducidade, que permitiu a impunidade dos criminosos militares durante a sangrenta ditadura militar no país, que durou de 1973 até 1985.
Caso os uruguaios optem pela abolição da lei da impunidade, o futuro para os países do entorno pode ser alentador. Que o diga o Brasil, que até hoje não instituiu uma comissão da verdade nem chamou militar algum para prestar contas sobre os atos cometidos no passado.
E nem se tente argumentar que as leis de anistia servem para beneficiar os dois lados, pois os militantes pró-democracia estavam apenas exercendo o seu direito sagrado de resistência à opressão. As leis de anistia foram arquitetadas por militares e para militares. Foram um acordo entre cavalheiros para garantir que os militares pudessem deixar o poder e dormir com a tranqüilidade de que jamais teriam de prestar contas pelas atrocidades cometidas no poder.
Resta agora esperar para ver se o exemplo virá do país vizinho.
Que o Brasil finalmente crie vergonha na cara e finalmente distribua justiça para quem a espera há anos -especialmente familiares e parentes de presos, torturados e exilados políticos- é sempre tempo da verdade e os crimes contra os direitos humanos são imprescritíveis.
As futuras gerações agradecem. Todos têm o direito a que isso nunca mais aconteça.

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