domingo, 25 de outubro de 2009

Uma esperança para o Brasil?

Hoje o Uruguai, além de escolher o novo presidente, também decide sobre a manutenção da lei de caducidade, que permitiu a impunidade dos criminosos militares durante a sangrenta ditadura militar no país, que durou de 1973 até 1985.
Caso os uruguaios optem pela abolição da lei da impunidade, o futuro para os países do entorno pode ser alentador. Que o diga o Brasil, que até hoje não instituiu uma comissão da verdade nem chamou militar algum para prestar contas sobre os atos cometidos no passado.
E nem se tente argumentar que as leis de anistia servem para beneficiar os dois lados, pois os militantes pró-democracia estavam apenas exercendo o seu direito sagrado de resistência à opressão. As leis de anistia foram arquitetadas por militares e para militares. Foram um acordo entre cavalheiros para garantir que os militares pudessem deixar o poder e dormir com a tranqüilidade de que jamais teriam de prestar contas pelas atrocidades cometidas no poder.
Resta agora esperar para ver se o exemplo virá do país vizinho.
Que o Brasil finalmente crie vergonha na cara e finalmente distribua justiça para quem a espera há anos -especialmente familiares e parentes de presos, torturados e exilados políticos- é sempre tempo da verdade e os crimes contra os direitos humanos são imprescritíveis.
As futuras gerações agradecem. Todos têm o direito a que isso nunca mais aconteça.

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